Literatura E Fragmentação: Figurações DA Subjetividade Moderna Na Obra A Consciência De Zeno

André da Costa Nogueira

Resumo


A modernidade representa um movimento de ruptura com aspectos sociais e culturais pré-modernos que culmina na fragmentação, na ambivalência e ambiguidade do sujeito moderno. Nesse sentido o presente artigo aborda como essas mudanças afetaram a subjetividade do homem moderno e a revolução formal por que passou a literatura para representá-la. No campo cultural salienta a mudança de visão provocada pelas ideias de Schopenhauer, Darwin e Freud, autores admirados por Italo Svevo. Empreende uma breve análise das transformações do discurso literário que constituíram a modernidade literária, na qual se inserem as obras de Stendhal, Gustave Flaubert e Émile Zola, cuja influência pode ser notada na obra de Italo Svevo. Estabelece um diálogo entre subjetividade e literatura no contexto da modernidade salientando a representação do eu e a crise de identidade que se instala no sujeito moderno. Destaca ainda o contato de Italo Svevo com James Joyce, um dos autores responsáveis pela revolução da linguagem literária do Modernismo, e aborda os aspectos que contribuem para a originalidade do romance A Consciência de Zeno, demonstrando como vários aspectos da subjetividade moderna estão ali representados.

PALAVRAS-CHAVE: Modernidade. Subjetividade. Representação. Romance A Consciência de Zeno.


Palavras-chave


Modernidade. Subjetividade. Representação. Romance A Consciência de Zeno.

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ISSN 2238-3948

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