PARIS, PRIMAVERA DE 2001: UMA LEITURA SOBRE O NARRADOR PÓS-MODERNO

Rita Lírio de Oliveira

Resumo


Este artigo tem como propósito analisar o perfil do narrador pós-moderno, tomando por base o texto literário Paris, primavera de 2001, presente no livro Contos Homeopáticos: estórias que a História não conta (2001), escrito pelo autor brasileiro Lorenzo Madrid, no que tange aos sinais de ficcionalidade – protocolos ficcionais – estabelecidos pelo autor e as estratégias narrativas usadas pelo narrador, e ainda, refletir sobre temáticas relacionadas ao contexto sociocultural que envolve o sujeito contemporâneo. Para tanto, utiliza-se a abordagem textual, interdisciplinar e transversal, do texto literário, fazendo-o dialogar com outras esferas culturais do saber, recorrendo-se às acepções teóricas de Santiago (1989), Eco (1997) e Carvalho (2013). Conclui-se que, no texto ficcional analisado, há elementos que possibilitam enxergar um perfil de narrador pós-moderno, o qual se abstém das ações narradas, por exercer a função de observador e não de atuante, contando as experiências alheias, aparentemente impessoal e exterior ao texto, não obstante a sua visão de mundo, o seu olhar para a vida, sua subjetividade estarem impressos na narrativa, uma vez que não há narrativas desvinculadas do contexto sociocultural e ideológico no qual foi construída, em que o sujeito-narrador, o autor e o leitor também estão inseridos.


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ISSN 2238-3948

Faculdade de Tecnologia de Bauru