O DETERMINISMO SOCIAL EM BALZAC: HABITUS, PODER SIMBÓLICO E CAMPO SOCIAL NO ROMANCE UMA ESTREIA NA VIDA

ANDRÉ DA COSTA NOGUEIRA

Resumo


Resumo: O desenvolvimento das metrópoles europeias, impulsionado pelos eventos socioculturais, políticos e econômicos que culminaram com o advento da Modernidade, contribuiu para a consolidação da forma do romance moderno. Nesse sentido, a instauração do Realismo nas letras francesas, através das obras de Stendhal e Balzac, levou os escritores a se preocuparem com a abordagem de aspectos políticos, econômicos e sociais para melhor representarem sua época. Honoré de Balzac, um dos forjadores do romance moderno, imprimiu um olhar eminentemente realista e sociológico à sua obra, deitando luz nos aspectos determinantes das classes e das relações sociais na primeira metade do século XIX na França. Pierre Bourdieu, um dos mais instigantes sociólogos da contemporaneidade e lúcido leitor de escritores como Balzac, Flaubert e Proust, soube captar importantes aspectos constitutivos da cultura e das relações sociais presente nas obras desses romancistas. O presente trabalho analisa, tendo como corpus investigativo o romance Uma estreia na vida, o modo como Balzac representa em sua narrativa sociológica os conceitos de poder simbólico, habitus e campo social desenvolvidos pelo sociólogo Pierre Bourdieu.

 

Palavras-chave: Cultura; Romance; determinismo social; Uma estreia na vida.



Palavras-chave


Cultura; Romance; determinismo social; Uma estreia na vida.

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ISSN 2238-3948

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